• Maria Cecília T. da Costa de Paula

As Constelações Familiares e a Psicossomática

O programa Fantástico apresentou, em 14 de maio de 2017, as Constelações Familiares de Bert Hellinger como uma opção para a solução de conflitos familiares os quais tendem a inviabilizar o sucesso das audiências de conciliação nas varas de família.

O que é este trabalho de Constelações Familiares?


Numa constelação o que se apresenta através dos representantes é o campo sistêmico familiar inconsciente. Os fatos passados se mostram através dos movimentos e sentimentos expressos pelas pessoas que se oferecem para trabalhar como representantes da família em questão. Os clientes têm a oportunidade de “olharem” para os fatos traumáticos e de observarem os movimentos e palavras de solução. Dessa forma a história do trauma familiar é revista e o equilíbrio sistêmico restaurado.


Poderíamos dizer que em termos de efeito, o trabalho das constelações se assemelha ao processo que a Psicanálise utiliza para trazer à consciência os conteúdos inconscientes que promoveram defesas egóicas e formação de sintomas. Uma vez acessados estes conteúdos, que se referem às memórias simbólicas do trauma, torna-se possível a “cura”.


Enquanto na Psicanálise estamos trabalhando com a memória do indivíduo, resgatando-a ou auxiliando-o a construí-la (quando da ausência de construções verbais), numa constelação estamos trabalhando, de modo fenomenológico, com as memórias de seu sistema familiar, passadas de geração para geração


Ao se trabalhar com os fenômenos da somatização busca-se levar o indivíduo a fazer associações com fatos traumáticos de sua vida que não são percebidos por ele como desencadeadores de sua doença. Na falta da possibilidade de expressão pelas palavras de tudo que foi vivido e sentido, a tensão se acumula e é descarregada no corpo. Busca-se então, num trabalho com foco psicossomático, poder auxiliar o paciente a entrar em contato com o que ficou sem expressão simbólica dentro dele e a construí-la.


Nas queixas das pessoas que buscam a constelação como recurso terapêutico há um desconhecimento e muitas vezes perplexidade em relação às causas de seus comportamentos ou sintomas. Mas é comum o relato da semelhança com o que já ocorreu com os pais, tios, irmãos, avós.


Aqui o fator desencadeante é o “saber” inconsciente da história familiar, que atua buscando restaurar o equilíbrio sistêmico rompido quando as estruturas gerais que regulam o funcionamento das relações humanas não são respeitadas.

Bert Hellinger observou e nomeou essas estruturas de As Ordens do Amor.

São elas: - o vínculo que remete ao direito do pertencimento;

- a ordem que remete à posição hierárquica nos sistemas;

- o equilíbrio no dar e receber que remete à necessidade de compensação.

Concluindo, as constelações familiares buscam um caminho de solução para os desequilíbrios ocorridos no passado familiar que se mostram no presente através de “sintomas” mentais, comportamentais ou somáticos.


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